segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Como se aplica a Toxina Botulínica ( BOTOX® / Dysport ) ?


Como se aplica a Toxina Botulínica ( BOTOX® / Dysport ) ?




Como realizar o tratamento da Hiperhidrose com a Toxina Botulínica ( BOTOX® / Dysport )?



A Consulta



Sugerimos realizar uma consulta antes da aplicação da Toxina Botulínica para uma correta avaliação do caso e planejamento do tratamento, além de esclarecimentos ao paciente de eventuais dúvidas . Se o paciente vier de outro estado, a consulta pode ser realizada no mesmo dia do procedimento, e os esclarecimentos prévios podem ser dados por telefone ou Email.



O Procedimento



É realizado na própria clínica. Para a aplicação axilar, nas mãos ou pés ou face. É utilizada uma anestesia local. Após a anestesia, a Toxina Botulínica ( BOTOX® / Dysport ) é aplicado na pele da região acometida. O procedimento todo leva em média 20 minutos para a axila e 40 minutos para as mãos.



Preparo antes do tratamento



Apenas um boa higiene da região à ser tratada com sabonete medicinal. Não é necessário jejum.



Cuidados após o tratamento da Hiperhidrose Axilar



Nenhum cuidado especial, podendo retornar às atividades profissionais imediatamente . Exercícios já podem ser praticados no dia seguinte.



Cuidados após o tratamento da Hiperhidrose das M ãos



Pode retornar às atividades normais imediatamente, apenas se recomenda evitar o uso das mãos em atividades que expõe à poeira, graxa , etc, por 1 dia. . Pode retornar aos exercícios no dia seguinte. Musculação com pesos pode retornar em 2 dias.











Para a Hiperhidrose das mãos, é realizada anestesia local das mãos, e a toxina botulínica é aplicada na pele da palma das mãos e dedos , em microdoses, com micropunturas.











Para a Hiperhidrose das axilas , é realizada anestesia local das axilas , e a toxina botulínica é aplicada na pele , em microdoses com micropunturas, na região da axila que apresenta sudorese.











A toxina botulínica pode ser aplicada em outros locais, como a face, o pescoço, a região coccígea, a região inguinal, o tórax, o abdomem, e para hiperhidrose compensatória. a toxina é aplicada na pele , previamente anestesiada , em microdoses com micropunturas.

Hiperhidrose/1_tratamento_da_hiperhidrose.


Hiperhidrose/_tratamento_da_hiperhidrose
















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HIPERIDROSE - Conceito, Incidência, Quadro Clínico


HIPERIDROSE








Conceito, Incidência, Quadro Clínico



O suor é necessário para o controle da temperatura corpórea, especialmente durante o exercício ou sob temperaturas mais elevadas do ambiente. A sudorese é regulada pelo sistema nervoso autônomo simpático. A hiperatividade das glândulas sudoríparas levam à perspiração excessiva. Esta condição é conhecida como hiperidrose.



A hiperidrose é situação relativamente freqüente, com incidência relatada entre 0,6 a 1 % da população. Não se tratando de doença grave, quanto a risco de vida, trata-se de situação extremamente desconfortável, que causa profundo embaraço social e transtornos de relacionamento e psicológicos no portador, que freqüentemente se isola socialmente e adquire hábitos procurando esconder o seu problema. Curiosamente, por diversos fatores, uma parcela ínfima dos pacientes tem seu problema resolvido e tratado de forma eficaz e duradoura.



A hiperidrose pode ser primária ou secundária a uma doença de base como hipertiroidismo, distúrbios psiquiátricos, menopausa ou obesidade. No presente trabalho focalizamos a abordagem terapêutica da hiperidrose primária.



O início dos sintomas pode ocorrer na infância, na adolescência ou somente na idade adulta, por razões desconhecidas. Eventualmente podemos encontrar história familiar.



Os pacientes referem sudorese constante, as vezes inesperada, mas a maioria deles relata fatores agravantes. Os fatores desencadeantes da sudorese excessiva são o aumento da temperatura ambiente, o exercício, a febre, a ansiedade e a ingestão de comidas condimentadas. Geralmente há melhora dos sintomas durante o sono. O suor pode ser quente ou frio, mas a sudorese é constante. Pode afetar todo o corpo ou ser confinada à região palmar, plantar, axilar, inframamaria, inguinal ou cranio-facial.



A sudorese excessiva e constante é uma condição constrangedora, desagradável, que dificulta as atividades do dia-a-dia e interfere no trabalho, no lazer e nas atividades sociais. Atividades diárias como escrever, apertar a mão de outra pessoa, segurar papéis, e outras atitudes simples podem ser adversamente afetada pela hiperidrose. Quando o quadro de hiperidrose é grave, ocorre gotejamento espontâneo na região afetada. Nos casos mais graves, a pele pode ficar macerada ou mesmo fissurada. Quando a sudorese é mais intensa na região axilar, outros sintomas desagradáveis são relatados. O exsudato pode causar odor fétido (bromidrose). O odor fétido é causado pela decomposição do suor e debris celulares de bactérias e fungos. Assim, pode contribuir para o aparecimento e manutenção de outras doenças de pele como infecções piogênicas, fúngicas, dermatite de contato, etc.







Opções de tratamento clínico



Classicamente, a hiperidrose foi tratada de diversas formas, dependendo da intensidade dos sintomas. As opções de tratamento clínico incluem:



Uso de antiperspirantes e adstringentes (cloreto de alumínio em álcool etílico, solução de glutaraldeído 2%, etc.). Estes produtos devem ser aplicados sobre a pele seca, após banho frio, imediatamente antes de deitar-se. Apresentam o inconveniente de causar dermatite de contato ou deixar a pele com coloração amarelada.



Uso de talco ou amido de milho natural (para os casos mais leves): deve ser aplicado entre os dedos, sob as mamas ou em pregas da pele.



Banho com sabonete desodorante: seu uso prolongado pode levar à dermatite.



Não calçar o mesmo par de sapatos por dois dias seguidos; utilizar palmilhas absorventes, que devem ser substituídas freqüentemente.



Tratamento medicamentoso sistêmico, com drogas antidepressivas, ansiolíticas e anticolinérgicas: estas drogas proporcionam apenas alivio parcial e apresentam efeitos colaterais importantes e indesejáveis, como alteração da visão, boca seca, problemas urinários, sedação, etc.



Iontoforese, "biofeedback" e psicoterapia.



Injeções locais de toxina botulínica ("Botox") ? duração de 4-6 meses e com uso limitado a áreas de pequena extensão, o que é raro.



Como podemos notar, as opções de tratamento clínico são pouco satisfatórias, as vezes desconfortáveis e necessitam ser utilizadas por um período indeterminado.



Recentemente, a introdução da Simpatectomia Torácica por Videotoracoscopia revolucionou o tratamento da hiperidrose. Em pouco tempo, esse procedimento assumiu a posição de tratamento seguro, definitivo e pouco invasivo no tratamento dessa condição.







Simpatectomia Torácica Videotoracoscópica







Histórico



Há muitos anos sabe-se que a simpatectomia cervico-torácica poderia eliminar os sintomas da hiperidrose palmar. A presença de complicações sérias após a operação convencional ? principalmente a Síndrome de Horner causada pela lesão do gânglio estrelado ( ptose palpebral, enoftalmia, miose) ? fez com que esse procedimento fosse pouco utilizado no tratamento da hiperidrose. A simpatectomia torácica convencional foi pouco utilizado pois envolvia a realização de uma toracotomia tradicional, posterior, aberta, invasiva (cirurgia de porte considerável) com todos os seus riscos, para o tratamento de uma condição benigna. Esta via de acesso apresenta desvantagens como a necessidade de internação hospitalar mais prolongada, com demora no retorna às atividades habituais, dor no período pós operatório e resultado estético pouco satisfatório.



Na década de 90, com o advento da videotoracoscopia e a sistematização de suas indicações possibilitou que esse procedimento fosse indicado e utilizado com significante benefício para os pacientes. Com a videotoracoscopia, através de pequenas incisões, o cirurgião pode retirar ou destruir a porção da cadeia simpática que interessa no tratamento da afecção. É método seguro, pois permite a abordagem precisa, sob visão direta, poupando as estruturas vizinhas, particularmente o gânglio estrelado. O resultado é imediato e duradouro. O paciente recebe alta no dia seguinte à operação e retorna rapidamente a suas atividades habituais.

















Indicação Cirúrgica



A simpatectomia torácica pode ser utilizada no tratamento da hiperidrose palmar e axilar, na distrofia simpática reflexa, em casos selecionados de isquemia grave de membro (doença vascular periférica embólica ou aterosclerótica), doença de Raynaud e causalgia. Os melhores resultados são encontrados no tratamento da hiperidrose primária. Os pacientes portadores de hiperidrose primária grave, geralmente já tentaram inúmeros tipos de tratamento conservador, prescritos por vários clínicos, dermatologistas e até psiquiatras.



O procedimento está contra-indicado nos pacientes portadores de hiperidrose secundária, nos pacientes portadores de insuficiência respiratória ou cardiovascular grave (impossibilidade de ventilação monopulmonar durante o procedimento) e nos pacientes com seqüela de doença pleural (tuberculose, empiema).







Técnica Operatória



O paciente pode ser internado na véspera ou no próprio dia da operação.



A simpatectomia toracoscópica é realizada na sala de operação, onde o paciente é inicialmente monitorizado e anestesiado. Utilizamos a anestesia geral e intubação brônquica, com o paciente em decúbito dorsal horizontal. Durante todo o procedimento, o paciente é monitorizado com pressão arterial média não invasiva, cardioscópio, saturômetro de pulso e capnógrafo.



O procedimento operatório pode ser realizado com o paciente em decúbito lateral ou dorsal horizontal com abdução dos membros superiores, de maneira a formar um ângulo de 90º com o tórax (casos de abordagem bilateral).



No procedimento clássico, com ressecção da cadeia simpática de T2 a T4, o equipamento necessário para a operação consiste de uma óptica rígida de 5 a 10 mm de diâmetro, com ângulo de 0º, câmera e o monitor de vídeo para visibilização do campo operatório. Os instrumentos utilizados são: uma tesoura tipo Metzenbaum de 5mm de diâmetro acoplada ao termocautério, uma pinça hemostática (dissector) curva de 5 mm de diâmetro e um aspirador/irrigador. Utilizamos por vezes aplicadores de clip laparoscópico e um afastador retrátil.



Na operação clássica, após o bloqueio pulmonar, três pequenas incisões são realizadas nos espaços intercostais da região axilar. Por uma das incisões é introduzido o endoscópio para visualizar o campo operatório, e pelo outros dois orifícios são introduzidos os instrumentos necessários para realizar a operação. Após a realização da primeira incisão (3º ou 4º espaço intercostal, linha axilar média), a câmera é inserida, para visualizar a abertura e introdução dos outros ports e instrumentos.



O procedimento começa com exploração da cavidade pleural e liberação de eventuais aderências. A cadeia simpática é então visibilizada sob a pleura parietal que reveste da 1º a 4 º costela. Pode-se então identificar os gânglios responsáveis pela área afetada por hiperidrose. Estes gânglios serão removidos, após abertura da pleura parietal e dissecção dos mesmos. Para revisão da hemostasia, utilizamos lavar o leito operatório com soro fisiológico. Um dreno pleural 20 ou 24F é colocado por um dos "ports" e posicionado endoscopicamente. Os instrumentos são retirados, o pulmão é insuflado e as incisões são fechadas com fio absorvível. O procedimento é repetido no outro hemitórax.







Esse procedimento dito "convencional" tem sofrido diversas modificações, sempre tentando tornar o procedimento mais simples e rápido. No nosso grupo, temos utilizado de rotina apenas duas incisões de 5mm, dissectores mais finos e a dremagem pleural tem sido dispensada. A disponibilidade de opticas de 2mm com qualidade de imagem bastante aceitável (Minisite, USSC) fez com que alguns cirurgiões desenvolvessem técnica com único orifío, como uma perfuração de agulha ("needlescopic sympathicotomy"). Claro que com esta técnica, o cirurgião apenas destroi com eletrocoagulação, ou laser, o gânglio T2.





















Pós Operatório



Ao término do procedimento, o paciente é encaminhado a sala de recuperação anestésica, onde é realizado radiografia de tórax. Após alta da recuperação anestésica, o paciente é encorajado a deambular no quarto, e a iniciar dieta liquida. Administramos analgésicos por via oral nos primeiros dias do período pós-operatório.



O paciente é orientado para exercícios respiratórios inspiração profunda e sustentada.



Na ausência de complicações, o paciente pode receber alta no dia seguinte à operação.



O paciente pode retornar a suas atividades habituais dentro de poucos dias, no máximo dentro de 7 a 10 dias.



As cicatrizes são muito pequenas, quase imperceptíveis e não há pontos na pele para serem retirados.







Resultados Cirúrgicos



Os resultados são dramáticos. As extremidades superiores (membros superiores e axilas) encontram-se secos e quentes assim que o paciente recupera-se da anestesia em 95% dos casos. Os pacientes referem que pela primeira vez, em muitos anos, as mãos estão secas e quentes. Em 70% das vezes, o mesmo ocorre em relação à hiperidrose plantar e craniofacial. Podemos notar ainda, melhora em relação à palpitações e taquicardia. Os resultados são geralmente permanentes. A melhora na qualidade de vida é indiscutível.







Efeitos Colaterais e Complicações



Em 20 a 50% dos pacientes, pode ocorrer hiperidrose compensatória. Trata-se de um aumento da sudorese em outras partes do corpo, geralmente no dorso e coxas. Provavelmente representa uma resposta termo-reguladora do organismo (GJERRIS & OLESEN, 1975). Esta condição é tolerável para maioria dos pacientes: cerca de 10% apenas queixam-se desta perspiração excessiva, mas a toleram melhor que a sudorese palmar. Na maioria dos casos, o quadro melhora com o passar do tempo (aproximadamente 6 meses) ou o paciente aprende a conviver com ela (ADAR 1994, LEAO et al, 1999). Acredita-se que a ressecção mais econômica da cadeia simpática possa resultar em hiperidrose compensatória menos acentuada (GOSSOT, 1995, KAO et al., 1996).



A nevralgia intercostal esta relacionada ao trauma de costelas e feixe vasculo-nervoso por trocaters, lesão térmica ou uso de dreno pleural pós operatório.



A síndrome de Claude- Bernard-Horner (ptose palpebral, miose, enoftalmia) é complicação rara, relacionada à lesão do gânglio estrelado. Sua ocorrência é extremamente baixa nas mãos de um cirurgião experiente.



O pneumotórax residual pós operatório é uma complicação possível, que na maioria das vezes, resolve-se espontaneamente (é absorvido), não necessitando intervenção específica.



O hemotórax, a lesão do parenquima pulmonar, do plexo braquial e a infecção da ferida operatória também são complicações possíveis, embora bastante raras.







Conclusão



A simpatectomia videotoracoscópica tem se mostrado o único método eficaz para curar a hiperidrose moderada e grave de mãos e faces. É o método de escolha, especialmente se outras opções terapêuticas já foram testadas, sem resultado satisfatório. Constitui-se também em método eficaz para o tratamento do "blushing facial".



A técnica endoscópica é extremamente segura e eficaz, pois conduz à cura definitiva em quase 100% dos casos.







FAQ



O que é a Hiperidrose Palmar?



É uma situação clínica onde existe uma sudorese excessiva, principalmente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. O portador da doença tem as mãos sempre molhadas, geralmente, chega a pingar suor e tem a planta dos pés molhadas, situação extremamente desconfortável, que impede o uso de meias comuns. Pode haver perda significante de líquido.



Qual a causa da doença?



A "causa" da hiperidrose primária é desconhecida. Sabe-se que a transpiração (sudorese) é essencial para a vida. O controle das glândulas sudoríparas é feito pelo sistema nervoso autônomo. Na hiperidrose parece ocorrer uma hiperestimulação das glândulas sudoríparas pelo sistema nervoso autônomo, simpático.



Quem pode ser acometido pela doença?



Ocorre em ambos os sexos e desde a infância. Parece que a incidência da hiperidrose situa-se entre 0,6 a 1% da população. Ocorre em todas as raças, mas há evidências também de incidência um pouco maior em judeus e orientais.



Como é a cirurgia?



A operação toracoscópica é feita sob anestesia geral , são feitos dois ou três pequenos orifícios no tórax, por onde são introduzidas a óptica e o material de trabalho. A vídeo toracoscopia permite identificar por dentro do tórax a cadeia simpática, e nos permite retirar ou destruir seletivamente a porção que interessa (geralmente T2 a T4 na hiperidrose). O risco de lesão do gânglio estrelado (e síndrome de Horner como complicação - que era o

grande problema da cirurgia "aberta") é praticamente nulo. Não há necessidade de uso de drenos torácicos no pós operatório. A cirurgia pode ser realizada em ambos os lados em uma única sessão e os pacientes têm tido alta no dia seguinte à operação.



Os resultados são imediatos?



A técnica da simpatectomia videotoracoscópica tem propiciado resultados excelentes na sudorese palmar (98%); em cerca de 70% dos casos também melhora a sudorese na planta dos pés. A melhora é imediata, já observada na sala de operação. No pós operatório, é impressionante a felicidade dos pacientes. Na verdade, parece que depois de tanto tempo experimentando de tudo, já não acreditavam que teriam seu problema resolvido. Não há evidências de recidiva do problema, desde que a técnica adequada seja utilizada.



Há complicações da operação?



Apesar de tratar-se de operação com anestesia geral, os riscos são os normais para operações desse porte. No passado, o grande temor da simpatectomia cervico toracica era a lesão do ganglio estrelado (T1) que produzia a Síndrome de Horner, com queda da pálpebra, pupilas contraídas, etc. Com a moderna técnica videotoracoscópica, essa complicação virtualmente desapareceu, pois apenas região responsável pela sudorese excessiva é destruída com precisão. Cerca de 50% dos pacientes operados apresentam no pós operatório a chamada "sudorese compensatória", geralmente no dorso e o abdômen. A maioria dos pacientes acostuma-se rapidamente com essa situação, que tende a normalizar-se dentro de 6 meses.



A cirurgia deixa marcas anti-estéticas?



Do ponto de vista estético as incisões da videotoracoscopia são bastante pequenas, geralmente sob a axila. Mais recentemente, com o advento de ópticas e equipamento de menor diâmetro, a simpatectomia torácica toracoscópica está sendo realizada com incisões ainda menores, que nem necessitam sutura na pele.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Hiperidrose é uma sudorese que ultrapassa o controle da regulação da temperatura corporal







Um excesso de suor que pode ocorrer em diversas partes do corpo e aumentar sem causa aparente, a Hiperidrose é uma sudorese que ultrapassa o controle da regulação da temperatura corporal – e traz desconforto. Uma patologia comum, que atinge cerca de 0,6 a 1% da população, com aumento do suor na axila, mãos, pés e rosto ou em outra parte do corpo esclarece o médico Cirurgião Torácico, Antonio Rissoni Júnior, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, alertando que o estado emocional pode piorar o processo da Hiperidrose, levando o paciente a insegurança e tensão.



A pele é composta por dois tipos de glândulas, as apócrinas e as écrinas, porém as que estão diretamente ligadas ao processo de Hiperidrose são as écrinas responsáveis pelo controle da temperatura e o excesso de secreção. Estão localizadas nas axilas, mãos e pés. Existem cerca de 2 a 5 milhões de glândulas écrinas distribuídas por todo o corpo.



Há dois tipos de Hiperidrose, a primária e a secundária. A primária não tem causa conhecida e é resultante de fatores genéticos, se manifesta em qualquer fase da vida. Já a secundária está associada a uma causa, como a obesidade, menopausa, drogas antidepressivas, alterações endócrinas e neurológicas. Medicamentos neurológicos, psiquiátricos, morfina e excesso de hormônios da tireóide também podem desencadear a Hiperidrose.



Segundo o especialista, a doença não é grave, mas piora com a intensidade das emoções e é errôneo dizer que sua causa é emocional. “A patologia também ocorre sem situação emocional ou motivo aparente, o que muitas vezes leva o paciente ao constrangimento, dando a impressão de descontrole emocional. O indivíduo que tem Hiperidrose apresenta sudorese sob as mesmas condições de quem não tem, só que em quantidade maior e em diferentes situações. Vale lembrar que o desconforto pode surgir em qualquer temperatura, baixa ou alta”, explica Rissoni.



Geralmente os pacientes que apresentam a doença têm a “Síndrome do Gatilho da Hiperidrose”, assim que o indivíduo percebe que vai começar a suar, surge um processo de ansiedade, gerado pela própria doença, que desencadeia uma sudorese mais forte, provocando um círculo vicioso.



Existem diversos tratamentos para a Hiperidrose porém o mais eficaz e seguro é a cirurgia Simpatectomia Torácica por Videotoracoscopia, que interrompe a condução nervosa responsável pelo problema com a retirada dos gânglios nervosos. O resultado é imediato. É

utilizado na Hiperidrose palmar, axilar e facial dependendo do caso.



Após a cirurgia pode surgir a Hiperidrose Compensatória - aumento de suor em outras partes do corpo – um processo normal e leve, que desaparece com o tempo. Vale lembrar que ela não é uma complicação da cirurgia e sim um efeito colateral do tratamento.

Este procedimento cirúrgico não é recomendado aos pacientes com Hiperidrose secundária, portadores de insuficiência respiratória ou cardiovascular e com sequela de tuberculose e outras patologias que possam causar alterações anátomo funcionais no tórax.



Já os tratamentos com remédios, drogas antidepressivas, ansiolíticas e anticolinérgicas proporcionam alívio parcial e inibem o neurotransmissor que controla as glândulas sudoríparas, age em todas as partes do corpo reduzindo a produção de suor, mas pode apresentar efeitos colaterais.



Alguns fatores podem aumentar a sudorese sem que se apresente a Hiperidrose e quem possui a doença deve evitá-los, como por exemplo, trabalhar em atividades pesadas, exercitar ou se expor ao sol em dias muito quentes, ingerir cafeína, álcool, comidas picantes, chocolate, chá, carne de porco. Algumas emoções também podem gerar suor, uma condição normal, e fazer com que o corpo perca fluído e mantenha a temperatura estabilizada.

HIPERIDROSE PIORA COM O ESTRESSE, AFIRMA ESPECIALISTA MÉDICO






Um excesso de suor que pode ocorrer em diversas partes do corpo e aumentar sem causa aparente, a Hiperidrose é uma sudorese que ultrapassa o controle da regulação da temperatura corporal – e traz desconforto. Uma patologia comum, que atinge cerca de 0,6 a 1% da população, com aumento do suor na axila, mãos, pés e rosto ou em outra parte do corpo esclarece o médico Cirurgião Torácico, Antonio Rissoni Júnior, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, alertando que o estado emocional pode piorar o processo da Hiperidrose, levando o paciente a insegurança e tensão.









A pele é composta por dois tipos de glândulas, as apócrinas e as écrinas, porém as que estão diretamente ligadas ao processo de Hiperidrose são as écrinas responsáveis pelo controle da temperatura e o excesso de secreção. Estão localizadas nas axilas, mãos e pés. Existem cerca de 2 a 5 milhões de glândulas écrinas distribuídas por todo o corpo.



Há dois tipos de Hiperidrose, a primária e a secundária. A primária não tem causa conhecida e é resultante de fatores genéticos, se manifesta em qualquer fase da vida. Já a secundária está associada a uma causa, como a obesidade, menopausa, drogas antidepressivas, alterações endócrinas e neurológicas. Medicamentos neurológicos, psiquiátricos, morfina e excesso de hormônios da tireóide também podem desencadear a Hiperidrose.



Segundo o especialista, a doença não é grave, mas piora com a intensidade das emoções e é errôneo dizer que sua causa é emocional. “A patologia também ocorre sem situação emocional ou motivo aparente, o que muitas vezes leva o paciente ao constrangimento, dando a impressão de descontrole emocional. O indivíduo que tem Hiperidrose apresenta sudorese sob as mesmas condições de quem não tem, só que em quantidade maior e em diferentes situações. Vale lembrar que o desconforto pode surgir em qualquer temperatura, baixa ou alta”, explica Rissoni.



Geralmente os pacientes que apresentam a doença têm a “Síndrome do Gatilho da Hiperidrose”, assim que o indivíduo percebe que vai começar a suar, surge um processo de ansiedade, gerado pela própria doença, que desencadeia uma sudorese mais forte, provocando um círculo vicioso.



Existem diversos tratamentos para a Hiperidrose porém o mais eficaz e seguro é a cirurgia Simpatectomia Torácica por Videotoracoscopia, que interrompe a condução nervosa responsável pelo problema com a retirada dos gânglios nervosos. O resultado é imediato. É utilizado na Hiperidrose palmar, axilar e facial dependendo do caso.



Após a cirurgia pode surgir a Hiperidrose Compensatória - aumento de suor em outras partes do corpo – um processo normal e leve, que desaparece com o tempo. Vale lembrar que ela não é uma complicação da cirurgia e sim um efeito colateral do tratamento.



Este procedimento cirúrgico não é recomendado aos pacientes com Hiperidrose secundária, portadores de insuficiência respiratória ou cardiovascular e com sequela de tuberculose e outras patologias que possam causar alterações anátomo funcionais no tórax.



Já os tratamentos com remédios, drogas antidepressivas, ansiolíticas e anticolinérgicas proporcionam alívio parcial e inibem o neurotransmissor que controla as glândulas sudoríparas, age em todas as partes do corpo reduzindo a produção de suor, mas pode apresentar efeitos colaterais.



Alguns fatores podem aumentar a sudorese sem que se apresente a Hiperidrose e quem possui a doença deve evitá-los, como por exemplo, trabalhar em atividades pesadas, exercitar ou se expor ao sol em dias muito quentes, ingerir cafeína, álcool, comidas picantes, chocolate, chá, carne de porco. Algumas emoções também podem gerar suor, uma condição normal, e fazer com que o corpo perca fluído e mantenha a temperatura estabilizada.

G.E.C.C.A: Hiperidrose

G.E.C.C.A: Hiperidrose

Hiperidrose


HIPERIDROSE/TRANSPIRAÇÃO EXCESSIVA



O suor na MTC, Segundo MACIOCIA (1960), é líquido do Coração. Ele é formado por destilação dos líquidos orgânicos. Os líquidos orgânicos JIN YE pertencem a natureza YIN e são produtos da essência da alimentação. O metabolismo dos líquidos é um processo complexo, que resulta da ação combinada de vários órgãos principalmente: P, BP, R e TA. O "JING" é parte leve dos líquidos e alimenta Pele e carnes, graças ao Triplo Aquecedor. O "YE" é a parte pesada dos líquidos, e é também dividido pelo TA; Circula nas articulações, cérebro, medulas, orifícios somáticos, afim de alimentar o cérebro e amedula, lubrificar os orifícios da orelha, olhos, boca e nariz.



Segundo Su Wei (cap. 23) apud AUTEROUCHE (1992): há alguns tipos de líquidos



1. O suor é regido pelo CORAÇÂO

2. O “ranho” (secreções nasais), é regido pelo Fígado e Pulmão

3. Lágrimas e saliva fina = BP

4. Saliva=R



Quando o Yang do Coração é vazio há abundância de suor.

Quando o Yin do coração é vazio há suor noturno.



Relação entre QI e JINYE:



YANG = QI São provenientes da essência dos alimentos.

YIN= JINYE



A Formação, Distribuição e Expulsão do JINGYE dependem do QI, e em particular do P, BP, R e TA. Quando há pouco QI a atividade funcional de P, BP, R e TA estará diminuída, levando a estagnação ou acúmulo, EDEMA. Estagnação leva a diminuição de circulação de QI. Quando o Qi está vigoroso há aumento da atividade funcional do BP e E está aumentada, havendo boa produção de líquidos.



· Qi vazio= Desaparecimento e não retensão dos líquidos. Pode haver transpiração profusa e poiúria.

· “Perda de líquido é Perda de QI”

· “Aquele que perde sangue não tem transpiração; Aquele que transpira abundantemente tem menos sangue” (LING SHU cap.18).



Relação entre XUE e JINYE:



Ambos provém da essência dos alimentos e são: YIN. A função de ambos é: Umedecer e nutrir.

Ambos produzem-se mutuamente e reagem um sobre o outro: Xue é formado por JINYE na sua maioria. Quando há vazio ou esgotamento de líquidos, temos vazio de JINYE e de XUE e os sinais são: Transpiração profusas, diarréias importantes, vômitos, doenças febris, taquicardias, respiração curta, membros frios, pulso tenue e fino, podendo ocorrer hemorragias. Segundo AUTEROUCHE (p.188), na investigação sobre a transpiração deve-se saber o horário, localização, quantidade e sinais associados aos sintomas. Quanto aos fatores causais temos como fator principal o ataque de Qi perverso e externo, principalmente por: VENTO e VENTO-CALOR., mas podemos encontrar também ataque de Calor-Umidade. AUTEROCCHE (1992), classifica as transpirações quanto: Ao Tipo, Localização, e Hora em que ocorrem:



1) Quanto aos Tipos de Transpiração:



a) Espontânea: ocorre após esforço físico. Pode aparecer seguida de astenia mental, pouca força, respiração curta e significa Yang Qi vazio.

b) Durante o Sono: Yin vazio, levando ao excesso de Yang com sinais de: insônia, maças do rosto vermelhas, boca e garganta secas, calores nas palmas e solas, opressão e calor toráxico. TTO: dispersar e aclamar o Yang ou nutrir o Yin.

c) Profusa: Suor em grandes quantidades, JinYe escorrem em abundância. Ex: Pingos grossos com polipnéia, astenia mental, membros brutalmente brutos, pulso tênue (prestes a parar). Significa que o Yang Qi está prestes a desaparecer. É chamada de “Transpiração do Fim” ou “Transpiração terminal”. È caso grave.

d) Com calafrios: Ocorre 1º calafrios, depois transpiração. É uma luta entre o perverso e o correto. Neste caso se a febre baixar e o pulso acalmar, é caso de bom prognóstico (Perverso desaparece e correto se estabiliza). Se a tranpiração for seguida de agitação, com aumento da frequência do pulso, é caso de mal prognóstico (perverso vence e correto enfraquece).

e) Fria: Vazio de yang, Insuficiência de Wei Qi (fraquesa do envólucro muscular).

f) Quente: Vento calor externo ou por Calor interno (aquece e expulsa o suor).



2) Quanto a Localização da Transpiração.



a) Somente na cabeça: Expressa 4 estados diferentes:

· Calor perverso em TA superior: febre, sede sem agitação, língua com saburra amarela, pulso superficial e precipitado.

· Calor-Umidade no Aquecedor Médio: Corpo pesado, fadigado, língua amarela, gordurosa, oligúria.= Calor ou Calor-Umidade em E

· Transpiração seguida de doença grave ou Transpiração temporal em idosos dispneicos: Sintoma de vazio.

· Transpiração de fase terminal de doença garve: transpiração súbita abundante nas têmporas: Yang Vazio escapa, caso crítico.







3) Conforme a HORA do dia:





De dia: Deficiência de YANG





De noite:Deficiência de YIN













MACIOCIA ( 1996) classifica a sudorese assim:









COM SUDORESE: Estado de Def .





SEM SUDORESE: Estado de excesso







CONFORME A ÁREA:

Só na cabeça: Calor ou Calor-Umidade no E

Oleosa na testa: Colapso de Yang

Só nos Membros: Deficiência de E e do BP

Só nas Mãos: Defiviência do Qi do P ou dos Nervos

Corpo Inteiro:Deficiência de Fei Qi (P)

Palmas, Solas,Torax=(“Sudorese 5 palmos”):Deficiência de Yin







CONFORME A CONDIÇÃO DA PATOLOGIA:

Profusa e fria e durante patologia severa:Colapso de Yang

Oleosa na testa em forma de de pérolas e não fluida:Colapso de Yang - Eminência de morte.







CONFORME TIPO DE SUDORESE:

Oleosa:Deficiência severa de yang

Amarela:Calor-Umidade.



Em uma parte do corpo (D/E; Sup/Inf): Tem como causas:

· Mucosidade do vento ou Vento Úmido obstruindo os meridianos.

· Yin (nutriente) e Wei (protetor) desregrados um em relação ao outro.

· Desarmonia entre QI e XUE.

· Acúmulo de calor nos meridianos YIN (CS e R). Sintomas: Tranpiração nas palmas da mão e sola dos pés + boca seca, garaganta seca, obstipação, urina amarela e pulso fino

· No peito ou Tórax: Por “ruminação intelectual”: Cansa ou dá insuficiência ou diminuição do Qi do BP e do C.









TRATAMENTO DA HIPERIDROSE SEGUNDO A ACUPUNTURA SISTÊMICA:



Após análise dos sinais e sintomas (estudo semiológico), da doença, podemos chegar a vários resultados. A escolha das combinações de pontos será de acordo com os resultados obtidos na anamnese. Os pontos a seguir foram achados conforme YAMAMURA (2004) e as funções energéticas dos pontos.

· Se houver deficiência de XUE podemos usar : B17, B20, BP6 e E36

· Para acalmar o YANG podemos dar YIN com: BP6 e CS5;

· Para Nutrir o YIN podemos usar: BP6, VC4, R6 e R3;

· Para expulsar calor em TA Superior , principalmente do Pulmão, podemos usar P6, B13 e P11. Pode-se usar também Pontos Água do Pulmão : P5 (se o paciente não tiver catarro ou secreção nasal);

· Para expulsar Umidade em TR médio usa-se: E40, E42, BP4, VC17 (faz circular o Qi do TA médio);

· Para fortalecer energia WEI e o YINQI: E40, B13 (Assentimento do P);

· Regular QI e XUE: B17, VC17;

· Dispersar vento: B12+IG4; P7, TA17, VB20

· Dispersar Vento –Umidade: E42

· Dispersar vento-Calor externo: E44

· Refrescar o calor dos Meridianos Yin (CS e R): CS5,7 e 8. / R10 (Ponto àgua do R);

· Tonificar ou regular BP (em casos deficiência severa de BP): BP2 + BP3 (fonte e Tonificação) ;

· Refrescar calor interno: Todos Pontos -Água de: E, TA,R, P e BP = (E44, TA2, R10,BP9);

· Tonificar Pulmão: Se houver tristeza ou deficiência dele: P9;

· Em casos de distúrbios do Metabolismo das águas ou em casos de edemas, há a combinação de Assentimento com Alarme (“SHU MO”): que se usa: B22 + VC5;

· Em casos de alterações do Shen: Segundo ROSS (2003):

a) Por Fogo no C: VC17, CS6, BP6, R3 (em Ton);

b) Em casos de PMD (psicose maníaca depressiva): Fase maníaca: C3, C8; Fase maníaca grave: VG20,R1;

d) Em casos de PMD(psicose maníaco depressiva): Fase depressiva: E36, C7; fase depressiva grave: VC4,R1.



TRATAMENTO DA HIPERIDROSE SEGUNDO MICROSISTEMAS (AURÍCULO -ACUPUNTURA):



Pontos da aurículo: C, SNV (simpático), P, Occipital, Supra –renal (neste caso é contra-indicado em casos de hipertensão)